Os pastores que Deus escolheu

Deus é grande e é bom! Depois de João Paulo II e Bento XVI, deu-nos o Papa Francisco: três homens, três sacerdotes tão diferentes pela sua história e o seu percurso pessoal, pelo temperamento e pela sensibilidade, pelos conhecimentos e talentos. E, no entanto, como Deus escolheu bem, a dedo, estes três discípulos que se deixaram conquistar pelo Seu Filho para serem - por um tempo e à vez - os sucessores de Pedro na barca que é a Igreja! Rendidos a Cristo, deram-se a Ele por inteiro, de alma e coração: para a vida! Abriram mão de si mesmos para sempre! Por isso, quando Deus lhes pediu mais, quando Deus os chamou, um após outro, para assumir o papel de Pastor da Igreja Universal, disseram “sim” como Nossa Senhora, na Anunciação.

            Destes três homens, destes três sacerdotes, destes três cardeais depois Papas, qual será o maior, o melhor aos olhos de Deus? Qual terá mais virtude e por isso mais mérito? Qual terá amado mais o seu Senhor?

            É tão difícil dizer! É tão temerário e insensato deter-se a adivinhar. E tão inútil. Para Deus, como para o melhor dos pais (ou das mães), cada um destes Papas é um filho único, muito amado, em quem pôs todo o Seu enlevo. E não duvido de que cada um deles com o seu jeito de ser (João Paulo II com o seu coração de polaco, Bento XVI com o seu coração de alemão, Jorge Mario Bergoglio com o seu coração de argentino, meio italiano) deu a Deus todo o amor de que era capaz. Cada um deles fez de Deus o seu Absoluto. Todos três escolheram amar, seguir e servir a Igreja de olhos postos em Cristo, o Cordeiro Imolado, que veio ao mundo para dar Vida; que foi à Paixão, que foi ultrajado e crucificado, tudo para nos resgatar às trevas do pecado e da morte.

            Destes três Papas, qual será o mais próximo de Nossa Senhora? Qual será o mais parecido com a Virgem, Mãe de Cristo e Mãe dos homens, Mãe deles e Mãe nossa?

            Tão difícil dizer! Tão bonito e tão consolador ver que, em todos eles, há uma semelhança e uma afinidade com Maria e um forte apego a Ela.

            João Paulo II, “o Papa que veio de longe”, chegou ao Vaticano com o terço nas mãos e Maria, Mãe de Jesus, no coração. Bento XVI, é certo, não o vimos tantas vezes desfiar as contas do rosário, nem manifestar tão publicamente, como João Paulo II, o fervor do seu amor a Nossa Senhora. E, no entanto, como espanta e cativa, como nos enche de assombro, a humildade extrema deste Papa, revelada em tantas atitudes e na decisão de resignar! Uma humildade assim só se adquire e aprende com a ajuda da Mãe, a Virgem tão humilde que até no Calvário, diante do sofrimento e da morte do seu Filho, guardou silêncio. Por isso, foi uma reprodução duma pintura famosa da “Madonna dell’ Humiltá” que o Papa Francisco levou de presente a Bento XVI, quando o foi visitar pela primeira vez a Castelgandolfo - para lhe agradecer “todas as lições de humildade que nos tinha dado”.

            Quanto ao Papa Francisco, todos o conheceremos melhor daqui a uns meses. Mas dizem-nos muito já as flores que ele quis oferecer a Nossa Senhora, logo depois de ter sido eleito Papa: foi pessoalmente à igreja de Santa Maria Maior, em Roma, para rezar a Maria e deixar num altar, à muito célebre “Madonna di S. Luca”, um pequeno ramo de rosas, rosa pálido, tão delicado como o próprio amor.

            Deus está connosco, não nos abandona nas tempestades que assolam o mundo. Deus escolhe para o Seu povo pastores bons, que nos indicam o caminho mais directo e seguro para chegar ao Céu.

            Louvado seja Deus!

- E para sempre seja louvada a Sua Mãe, Maria Santíssima, Mãe da Igreja.

 

Maria Francisca Favilla Vieira

Servita


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